O Futuro
"Parece-me mais que obvia a certeza de sabermos qual o próximo Presidente da República!"
Isto é, caros leitores, uma autêntica MENTIRA!
A primeira pessoa que for votar, amanhã, e se votar, por exemplo, Francisco Louçã, fará com que, durante segundos, este tenha 100% dos votos! Se é tudo isto verdade, sabendo que hoje, agora, todos os candidatos têm zero votos, porque tentam constantemente dar a vitória a um ou outro candidato?
Nas sondagens mais recentes, Manuel Alegre surge em terceiro lugar a muito poucos pontos de Mário Soares: ora se houver um grupo de apoiantes de Mário Soares a organizar um almoço antes de ir votar, a comida pode perfeitamente ter qualquer problema e ficarem mal dispostos, de uma forma que não os permitam ir votar! Assim já Manuel Alegre seria o segundo! O caso é caricato mas é uma forma de tentar mostrar que votar importa, e que nunca nada está decidido. Os políticos têm a mania, bem como a comunicação social, de fazer crer que não adianta ir votar porque está tudo decidido, logo não se admirem com a quantidade de abstenções que há! As pessoas ficam com a ideia de que na democracia não vale a pena e que aquilo está tudo viciado, e eu começo a dar razão a essas pessoas. Espero que um dia as sondagens acabem, porque essa é uma forma de viciar a democracia tal como esta devia ser. Assim as pessoas não saberiam em quem a maioria tem intenções de votar, e como tal votariam naquele que satisfaz por completo os ideais de quem vota.
Mas aparte de tudo isto, quero deixar claro que esta foi uma campanha interessante, se bem que desesperada por parte da esquerda, em que se obtiveram bons resultados a nível de massas (no caso de Gerónimo de Sousa, por exemplo, que ainda faz crer que as pessoas acreditam em ideais, e lutam por eles (ou que pelo menos se manifestam)) bem como de uma campanha superior e inteligente, sem necessidade de responder à guerra com a guerra e não o fazendo (o caso de Cavaco é interessante, porque geralmente, mesmo com a tal superioridade de sondagens, quando se ataca responde-se, e este não o fez, conseguindo manter-se digno como qualquer presidente da República Portuguesa deve ser) mas também de vozes que se fizeram ouvir, bem do fundo, fazendo pensar o quanto condicionadas as pessoas são (o candidato Garcia Pereira pode congratular-se por ter conseguido fazer pensar nesse assunto).
Como remate, espero que amanhã se obtenha uma abstenção minúscula, preferencialmente inexistente, em que finalmente os portugueses e portuguesas, todos eles, votem com confiança e com vontade de mudar. Para mim, além de uma segunda volta, haverá uma surpresa. Não confio em sondagens. Confio em quem vota. Confio nos valores.
A primeira pessoa que for votar, amanhã, e se votar, por exemplo, Francisco Louçã, fará com que, durante segundos, este tenha 100% dos votos! Se é tudo isto verdade, sabendo que hoje, agora, todos os candidatos têm zero votos, porque tentam constantemente dar a vitória a um ou outro candidato?
Nas sondagens mais recentes, Manuel Alegre surge em terceiro lugar a muito poucos pontos de Mário Soares: ora se houver um grupo de apoiantes de Mário Soares a organizar um almoço antes de ir votar, a comida pode perfeitamente ter qualquer problema e ficarem mal dispostos, de uma forma que não os permitam ir votar! Assim já Manuel Alegre seria o segundo! O caso é caricato mas é uma forma de tentar mostrar que votar importa, e que nunca nada está decidido. Os políticos têm a mania, bem como a comunicação social, de fazer crer que não adianta ir votar porque está tudo decidido, logo não se admirem com a quantidade de abstenções que há! As pessoas ficam com a ideia de que na democracia não vale a pena e que aquilo está tudo viciado, e eu começo a dar razão a essas pessoas. Espero que um dia as sondagens acabem, porque essa é uma forma de viciar a democracia tal como esta devia ser. Assim as pessoas não saberiam em quem a maioria tem intenções de votar, e como tal votariam naquele que satisfaz por completo os ideais de quem vota.
Mas aparte de tudo isto, quero deixar claro que esta foi uma campanha interessante, se bem que desesperada por parte da esquerda, em que se obtiveram bons resultados a nível de massas (no caso de Gerónimo de Sousa, por exemplo, que ainda faz crer que as pessoas acreditam em ideais, e lutam por eles (ou que pelo menos se manifestam)) bem como de uma campanha superior e inteligente, sem necessidade de responder à guerra com a guerra e não o fazendo (o caso de Cavaco é interessante, porque geralmente, mesmo com a tal superioridade de sondagens, quando se ataca responde-se, e este não o fez, conseguindo manter-se digno como qualquer presidente da República Portuguesa deve ser) mas também de vozes que se fizeram ouvir, bem do fundo, fazendo pensar o quanto condicionadas as pessoas são (o candidato Garcia Pereira pode congratular-se por ter conseguido fazer pensar nesse assunto).
Como remate, espero que amanhã se obtenha uma abstenção minúscula, preferencialmente inexistente, em que finalmente os portugueses e portuguesas, todos eles, votem com confiança e com vontade de mudar. Para mim, além de uma segunda volta, haverá uma surpresa. Não confio em sondagens. Confio em quem vota. Confio nos valores.
Depois, Alea Jacta Est.



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