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terça-feira, janeiro 17, 2006

o Sexto Império


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Presidenciais, democracia, república, poetas, carcaças, Portugal, milagre, desgraça, fim, foi.

Cada vez mais julgo que Portugal cai, até porque Abyssus abyssum invocat, a um nível estupidamente exagerado e ridículo. Por vezes pergunto-me onde vivo. Portugal, pois certamente. Mas que raio é Portugal? Este pedaço de Terra a quem chamam País, desprovido de tudo e cheio de nada? Onde está o sonho, aquele que a vida comanda, e onde a felicidade e o Amor? Secou. Portugal está seco. Morto.

Gostava de ver Portugal renascer, de o ver novamente animado, esperançoso, orgulhoso, ciente de si, cultural. Um verdadeiro País.

Mas a realidade faz-me pensar que estamos muito longe deste sonho, e que caminhamos no sentido inverso.
O Sexto Império está a chegar e não falta muito. Destruição? Talvez... Desgraça? Certamente! Monarquia? Uma óptima ideia! Continuar como estamos, sem vontade de viver, sem luz ao fundo do túnel nem sequer rumor sobre a sua existência? NÃO! Agora, a realidade parece-me muito fácil descortinar: o Império vai voltar. Portugal vai fazer parte de um grande grande império como outrora foi, juntamente com o seu país "irmão": O Império do Brasil.

Aí escondam-me por favor... sou Português e por isso, neste momento, não tenho País.

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Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória

Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta

Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças

Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Jorge Palma

DirecTV Special
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